“Sociedade Anônima do Futebol” mira na profissionalização da gestão dos clubes brasileiros
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“Sociedade Anônima do Futebol” mira na profissionalização da gestão dos clubes brasileiros

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) promoveu, na tarde desta segunda-feira (2), a palestra “Sociedade Anônima do Futebol é a Salvação do Futebol Brasileiro?”, ministrada pelo advogado, especialista em Direito Esportivo e atual presidente do Gama-DF, Wendel Lopes. O evento foi realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN) e contou com a presença do presidente da FNF, José Vanildo da Silva, do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, Eduardo Serrano da Rocha, do presidente da OAB/RN, Aldo Medeiros, do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte, André Medeiros, de dirigentes de clubes das diversas regiões do estado, advogados e integrantes da sociedade civil interessados na temática do Futebol.

Fotos: Erick Dias

Para Wendel Lopes, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um instrumento que deve trazer ao futebol brasileiro um aspecto mais profissional. “O título da palestra é bem provocativo e o objetivo é esse mesmo. Acredito que a SAF veio para trazer mais profissionalização e modernização ao nosso futebol, mas é necessário ter muita atenção à forma como essa mudança será feita, para que no lugar de se tornar uma solução ela não traga ainda mais problemas para os clubes”, destacou o palestrante.

A Sociedade Anônima do Futebol, que é um instrumento já adotado em vários clubes ao redor do mundo, mais notadamente em grandes clubes europeus, vem ganhando notoriedade e entrou no foco de clubes em todo o Brasil desde que o ex-jogador Ronaldo Nazário anunciou a compra do Cruzeiro-MG por meio da criação de uma empresa.

Durante a palestra, o especialista fez uma apresentação sobre o funcionamento da SAF, mostrando ao público presente todos os aspectos desse modelo de administração, desde os procedimentos para a criação das Sociedades Anônimas, passando pelos modelos que estão sendo adotados pelos clubes brasileiros até os instrumentos previstos na legislação que buscam mitigar a prática de gestões temerárias dos clubes que optarem pela adoção desse novo modelo de gestão do futebol.

Para Wendel Lopes, a adoção da Sociedade Anônima é o modelo ideal para os clubes que estão endividados, uma vez que a nova empresa acaba assumindo a responsabilidade pelo déficit das agremiações com o departamento de futebol. “A SAF herdará as dívidas anteriores do clube ligadas diretamente à prática do futebol. E no modelo de Cisão, quando a gestão é compartilhada pelo clube já existente e pela nova empresa, esses valores podem ser pagos pelo Regime Centralizado de Execuções, onde a SAF terá 6 anos, usando 20% da receita mensal, para quitar essas dívidas”, explicou o advogado.

Ao final da explanação, o palestrante concedeu a palavra para que os presentes pudessem fazer questionamentos, esclarecendo as dúvidas e aprofundando a discursão sobre o tema, ainda pouco conhecido por todos que fazem o futebol no Rio Grande do Norte.

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