Clubes que não aderiram à Libra fundam a associação Liga Forte Futebol do Brasil na CBF
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Clubes que não aderiram à Libra fundam a associação Liga Forte Futebol do Brasil na CBF

Reunidos no Rio de Janeiro, na sede da CBF, representantes de 25 clubes assinaram, nesta terça-feira (28) a Ata de constituição da Liga Forte Futebol do Brasil, inclusive com a formalização de Estatuto. A Liga já nasce com 62,5% dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, mas sem a presença dos paulistas e o Flamengo (que tentam a crianção da Liga do Futebol Brasileiro – Libra), além de outros clubes tradicionais do futebol brasileiro como Grêmio, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Bahia, entre outros.

Athletico-PR, Atlético-MG, América-MG, Atlético-GO, Avaí, Brusque, Chapecoense, Coritiba, Ceará, Criciúma, CRB, CSA, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Corrêa, Sport, Vila Nova e Tombense.

Enquanto a Libra propõe uma divisão de receitas em que 40% seja feita de forma igualitária, 30% por desempenho e outros 30% por audiência e engajamento — sem critérios muito claros quanto a isso —, o grupo contrário exige valores diferentes, com uma divisão de 45%, 25% e 30%, respectivamente.

A Libra, bloco formado por Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Corinthians, Flamengo, Guarani, Ituano, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Santos, São Paulo e Vasco, assinaram um documento de intenção com a proposta da da Codajas Sports Kapital para a organização dos campeonatos da primeira e segunda divisão.

A La Liga, que organiza o Campeonato Espanhol, e vê com bons olhos a possibilidade de arrecadar R$ 25 bilhões por ano para os clubes. A outra interessada é a LiveMode/1190, uma empresa que distribui os jogos do Brasileiro no exterior.

“Hoje foi dado um passo importante para o desenvolvimento do futebol brasileiro diante do protagonismo dos clubes. Conseguimos chegar a um consenso de modelo inicial de governança para avançar na formalização da Liga e, a partir disso, buscar a adesão de outras agremiações e desenvolver os modelos de acordos comerciais. Evidentemente, temos muito trabalho a ser feito, porém o bom diálogo entre todas as partes nos deixa otimistas quanto ao alcance dos nossos objetivos”, afirmou Guilherme Mallet, vice-presidente jurídico do Internacional.


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