Racismo no futebol não se combate com faixas e campanhas de conscientização, mas sim com o rigor da lei
Opinião

Racismo no futebol não se combate com faixas e campanhas de conscientização, mas sim com o rigor da lei

Os casos de racismo aumentam de forma vertiginosa no futebol, dentro e fora dos gramados. Só para ficar nos mais recentes, cito dois, o daquele torcedor do Boca, que durante um jogo contra o Corinthians no Itaquerão imitou um macaco e fazia gestos racistas para os torcedores brasileiro.

Foi preso, pagou uma fiança de 3 mil e do mesmo jeito que entrou na Delegacia, rindo e debochando, saiu, rindo e debochando. Pagou 3 mil reais e fim de papo.

Na partida entre Internacional x Corinthians, o lateral direito Rafael Ramos foi preso em flagrante no vestiário do estádio Beira-Rio acusado de ter chamado Edenílson de “macaco”. Pagou uma fiança de 10 mil reais e foi solto.

No caso do Beira-Rio, o árbitro Braulio da Silva Machado registrou tudo em súmula

Aos 31 minutos do 2º tempo, no momento em que a partida estava paralisada, fui informado pelo jogador nº 8, da equipe sc internacional, sr. edenilson andrade dos santos, que seu adversário nº 21, sr. rafael antônio figueiredo ramos, havia proferido as seguintes palavras para ele: ” foda-se macaco”. neste momento paraliso a partida e chamo os jogadores envolvidos para relatarem o que havia acontecido, sendo que o jogador edenilson andrade dos santos, confirma as palavras anteriormente citadas e o jogador rafael antônio figueiredo ramos, afirma que houve um mal entendido devido ao seu sotaque (português) e diz ter proferido as seguintes palavras” foda-se caralho”. Devido a distancia dos atletas e barulho da torcida nem eu, nem outro integrante da equipe de arbitragem consegue ouvir ou perceber qualquer das palavras acima citadas. então dou continuidade a partida

São casos que infelizmente “não dão em nada”. É uma nota de repúdio de cada clube, um crime onde fica a palavra de um contra a palavra de outro e nada mais do que isso.

Fazer de campanha de conscientização não resolve nada, times entrando com faixas pedindo o fim da intolerância tem o efeito de uma xícara de chá para o tratamento contra de câncer, ou seja, nenhum. E não é só no futebol, é no nosso cotidiano. Dei mais destaque aqui ao futebol, por ser uma página voltada para este tema.

O que resolve é cumprir a lei, endurecer a lei contra quem comete crimes desta natureza. É preciso que não apenas no âmbito da Justiça Criminal, mas também na Justiça Desportiva os responsáveis sejam punidos e de forma rigorosa, é só assim que se combate de verdade este absurdo que vem crescendo no futebol.

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