América 2 x 2 ABC: Olhar tático
Tática

América 2 x 2 ABC: Olhar tático

Por Eugênio Gomes 

ABC e América começaram os primeiros jogos das finais do campeonato potiguar com alguns desfalques. O alvinegro com um maior número de baixas, como a suspensão de Varão e Pedro Paulo; a lesão de Allan Dias e a saída de Ítalo. O América, perdeu o atacante Thiaguinho, um dos destaques do estadual e a suspensão de Allef. Na vaga de Thiaguinho, Luis Henrique ganha a vaga entre os 11. Possui características parecidas, mas é um jogador menos finalizador. Rodrigo, jovem atleta da base, preenche a primeira linha de defesa. 

O ABC, teve bastantes mudanças. Primeiro, no esquema: um 3–4-3 com variação entre um 3-5-2. Com a bola. Porque a variação? A liberdade que o Kelvin, Fábio Lima e Wallyson tem para flutuar, faz com que, esse terceiro atacante; crie espaço e procure o jogo, se tornando por característica da movimentação, um meia na realização da função tática. Mas é bem claro o 3-4-3 com Kelvin pela direita e Fábio no setor esquerdo. Wallyson jogando como um camisa 9, sempre flutuando. 

Espelhar a estratégia do adversário não é algo ruim nem desmérito. Rodrigo, jovem atleta, tem muito potencial, mas para jogar uma decisão e principalmente,Segurar Fábio Lima era algo muito difícil. O primeiro gol saiu justamente desse fator. Inteligentemente, Fernando Marchiori colou Kelvin jogando de fora pra dentro pela direita e deixou Fábio Lima toda hora com a função de, jogar nas costas do lateral-direito americano. Sem a bola, o ABC jogou com um 5-4-1, muito organizado e bem definido. Fechando todos os espaços e consequentemente, isolando os atletas americanos em seus setores.

 

Com Rafael, primeiro volante de ofício, o alvinegro natalense preencheu  ao meu ver, o principal problema tático: o corredor central. Thallyson recompôs muito bem junto com o jovem atleta. O principal problema ocorrido no jogo de hoje, foi a leitura do lateral-direito alvinegro. Um 3-4-3 é diferente de um 4-2-3-1 na marcação. A tradicional formação, muito utilizada com 2 pontas e um meia centralizado. Quem faz a marcação do setor por dentro são os volantes e o meia. No 3-4-3, são os atacantes de lado que fecham o centro. Luis Gustavo teve dificuldade de entender isso. ComoKelvin fechava por dentro; o mesmo deveria fazer a pressão no lateral, algo que não ocorreu até a correção do treinador alvinegro.

 

Segundo tempo de muito mais vontade e disposição da equipe americana. Como consequência, conquistou o empate e deixando a partida de quarta com mais emoção e com um sabor especial. Teremos uma grande decisão, digna de final de turno e grandeza das duas agremiações. 

3 Comentários

  • Tom França 10 de abril de 2022

    Hoje a sua análise tática foi brilhante. Parabéns!

  • HENRIQUE 10 de abril de 2022

    A arbitragem tá brincando,o lance de pênalti é uma jogada que acontece em todas as partidas do futebol mundial com frequência, 95% das vezes o juiz interpreta como lance normal.

  • Helio 10 de abril de 2022

    Qual o time do RN a mais se beneficiar com pênaltis duvidosos marcado a seu favor no campeonato Senhor Marcos Lopes,

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