Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte produz o relatório “Bets e patrocínios no futebol masculino brasileiro (2025)”
Bonde do Barba

Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte produz o relatório “Bets e patrocínios no futebol masculino brasileiro (2025)”

O relatório “Bets e patrocínios no futebol masculino brasileiro (2025)”, primeiro de uma série produzida pelo LEME/UERJ, tem como objetivo mapear a presença das casas de apostas (“bets”) no futebol brasileiro, com foco nos patrocínios aos clubes das Séries A e B do Brasileirão 2025 e em outras formas de associação comercial no ecossistema esportivo, como naming rights. Para isso, adota uma abordagem descritiva e exploratória, combinando pesquisa documental, dados institucionais, anúncios oficiais de clubes, registros em redes sociais, plataformas de estatísticas esportivas, materiais empresariais e reportagens especializadas.

Sempre que possível, as informações foram confrontadas entre diferentes fontes e organizadas em tabelas, gráficos, mapas e quadros. O corpus reúne 29 marcas de apostas ligadas às Séries A/B (30 somando os estaduais), com coleta encerrada em 11/05/2026. Os resultados mostram que, em 2025, todos os 20 clubes da Série A possuíam algum vínculo com casas de apostas: 18 por meio de patrocínio máster e dois por acordos secundários. Na Série B, apenas Amazonas, Cuiabá e Operário não tinham patrocínios do setor no período analisado. Ao todo, 26 empresas, responsáveis por 29 marcas, patrocinavam 37 clubes das duas divisões, evidenciando a centralidade das bets no financiamento do futebol profissional brasileiro. A atuação dessas empresas, contudo, ultrapassava os uniformes, abrangendo naming rights de campeonatos, transmissões esportivas, plataformas digitais, influenciadores e eventos.

O estudo também identifica um mercado pulverizado, com diversas marcas dividindo contratos, e instável, marcado por rescisões, substituições e renovações frequentes, muitas vezes relacionadas à regulamentação do setor. A comparação entre os valores dos patrocínios e o desempenho esportivo dos clubes não permitiu estabelecer uma relação direta entre investimento e resultados. Em síntese, o relatório conclui que o futebol se consolidou como a principal vitrine das casas de apostas no Brasil, garantindo ampla exposição às marcas e fortalecendo sua associação ao cotidiano dos torcedores.

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