O futebol mantém ampla liderança entre as preferências de esporte na bet KTO. Dados da casa de apostas mostram que 88,17% das apostas e 83,49% dos usuários ativos se concentram na modalidade. Em seguida aparecem tênis (7,02%) e basquete (3,37%).
As competições da CBF se destacam entre os campeonatos. O Brasileirão responde por 11,87% das apostas, seguido da Série B (5,10%) e da Copa Libertadores (4,50%).
No ranking de times mais escolhidos pelos apostadores, o Flamengo lidera com 5,43%, à frente de Botafogo (4,02%), Cruzeiro (3,67%) e Fluminense (3,05%). O levantamento também indica que as apostas ao vivo correspondem a quase metade das operações (47,74% do total), tendência que reforça o crescimento das modalidades em tempo real.
Esses números confirmam a força do futebol como principal motor de esporte nas bets no país, especialmente nas casas licenciadas como a KTO, que têm impulsionado o segmento de forma regulamentada. O cenário acompanha a expansão do mercado legal supervisionado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), responsável por autorizar e fiscalizar as operadoras no Brasil.
Segundo balanço da SPA/MF, 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas de quota fixa no primeiro semestre de 2025. A secretaria informou ainda que mais de 15 mil sites ilegais foram bloqueados desde outubro de 2024, em parceria com a Anatel. O órgão também fiscalizou 93 casas de apostas, aplicando sanções em 35 delas.
Os números reforçam a importância econômica do setor. De acordo com a Receita Federal, a arrecadação proveniente dos jogos online e palpites em esporte na bet chegou a R$ 7,9 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, crescimento de 16.000% em relação ao ano anterior. Apenas em outubro, o valor arrecadado foi de R$ 1 bilhão, impulsionado pela regulamentação e pela expansão das plataformas autorizadas.
Apesar dos avanços na regulamentação e do crescimento das receitas federais, o mercado ilegal continua representando desafio significativo. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que seis em cada dez apostadores (61%) utilizaram bets não licenciadas em 2025. O estudo também aponta que 78% têm dificuldade para identificar plataformas legais e que 46% já depositaram dinheiro em sites irregulares, muitas vezes sem perceber o risco envolvido.
Estimativas do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e da LCA Consultores indicam que de 41% a 51% do mercado de apostas online no Brasil ainda opera fora da lei, o que representa perdas de até R$ 10,8 bilhões por ano aos cofres públicos. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o país deixou de arrecadar entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões devido às plataformas irregulares.
O IBJR defende maior cooperação entre governo e operadoras licenciadas para reduzir o impacto fiscal e proteger os consumidores. A entidade alerta que a alta carga tributária sobre as bets legalizadas pode favorecer a migração de apostadores para o mercado clandestino, comprometendo a arrecadação e a segurança do setor.



